Adoção de veículos elétricos em Portugal está em ascenção.

Rede MOBI.E atinge recorde histórico em julho com mais de um milhão de carregamentos

Adoção de veículos elétricos em Portugal regista forte aceleração, com mais de 258 mil utilizadores ativos na rede pública e uma redução de 20 mil toneladas de emissões de CO₂ num único mês.
Adoção de veículos elétricos em Portugal está em ascenção.
Publicado a

A rede pública de carregamento de veículos elétricos gerida pela MOBI.E registou em julho o melhor mês do seu histórico, ultrapassando pela primeira vez a fasquia de um milhão de carregamentos em apenas um mês. Este valor representa um aumento de 30% em comparação com o período homólogo de 2025.

Segundo os dados divulgados em comunicado enviado ao DN/Motor24, a infraestrutura foi utilizada por 258 mil utilizadores distintos ao longo do mês, o que se traduz num crescimento homólogo de 89%. Este aumento reflete não só a adesão de novos utilizadores à mobilidade elétrica, mas também uma maior frequência de carregamentos na rede.

Paralelamente, o consumo de energia atingiu um novo máximo, superando os 25 mil MWh em julho, valor 35% superior ao registado no mesmo mês do ano anterior.

Expansão e capacidade da rede

O aumento da procura tem sido acompanhado pela expansão contínua da infraestrutura. No final de julho de 2026, a rede conectada à MOBI.E contabilizava 8239 postos de carregamento, totalizando 15.680 pontos de carregamento distribuídos por todo o território nacional.

A capacidade de carregamento rápido e ultrarrápido tem igualmente ganho peso na rede: a 31 de julho, 3268 postos (cerca de 39,7% do total) disponibilizavam esta tecnologia, reduzindo os tempos de espera dos utilizadores. Atualmente, a rede integra mais de 30 Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME) e cerca de uma centena de Operadores de Pontos de Carregamento (OPC).

Impacto ambiental

No vertente ambiental, o impacto acumulado da utilização da rede permitiu evitar a emissão de mais de 20 mil toneladas de CO₂ apenas durante o mês de julho. De acordo com a MOBI.E, esta poupança equivale à retenção anual de carbono de aproximadamente 340 mil árvores urbanas de 10 anos, às emissões anuais de cerca de 4.200 habitantes ou à não consumição de mais de 7,6 milhões de litros de gasóleo.

No acumulado dos primeiros sete meses de 2026 (de janeiro a julho), a poupança cifrou-se em mais de 118 mil toneladas de CO₂ evitadas, equivalente à capacidade de retenção de quase dois milhões de árvores em ambiente urbano.

Diário de Notícias
www.dn.pt