O que acrescentou a indústria automóvel francesa ao longo das últimas décadas? Muito, e com grande inovação. Num mercado inundado pela oferta chinesa, alguns modelos automóveis franceses fazem a diferença e um desses casos é o novo Peugeot 408 GT Hybrid, na versão GT, que experimentámos.
A primeira nota está na elegância exterior e interior. A nova cor Verde Flare muda de tom e intensidade conforme a exposição à luz. Um must. O exterior pode ser um crossover coupé ou um fastback estiloso. A frente é dominada pelas assinaturas de luzes, e o mesmo acontece atrás, onde o nome Peugeot está escrito dentro de uma faixa iluminada. Na frente temos os faróis colocados um pouco abaixo do para-choques, com tecnologia Matrix Led na versão GT. Ainda no exterior é reconfortante ver como as jantes foram redesenhadas com formas geométricas para realçarem perante o aro da roda.
No interior o destaque vai para o “savoir faire” francês, que começa com a incrustação de uma placa com as cores da bandeira francesa “tricolore”, que simboliza um estatuto único. O I-Cockpit tem como referência os cinco i-Toggles, os atalhos personalizáveis que permitem o acesso rápido às definições, à navegação aos contactos telefónicos. Aparentando, mas não sendo, um SUV, este Peugeot tem uma posição de condução muito confortável, com um volante semi cortado que é fácil de manobrar. A ajudar a posição de condução está a adaptação que os bancos fazem ao corpo e que fica memorizado. Não sendo bancos desportivos, o condutor e passageiro da frente ficam com a sensação que têm um banco adaptável para estilo dos automóveis desportivos. A facilidade de manobra está no raio de viragem de 11,20 metros, um dos melhores da sua classe.
E o que dizer da motorização deste automóvel construído e montado em França. O veículo pode ser apresentado com motor elétrico com 213cv, como um plug-in hybrid com 240cv, ou aquele que experimentámos e ficámos fãs, o 408 hybrid de 145cv e uma caixa automática de dupla embraiagem e seis velocidades. Com a bateria a recarregar com a condução, e que lhe dá um binário extra para uma aceleração em ultrapassagem, consegue surpreender com o consumo que é da ordem dos 5 l/100 km em ciclo WLTP, e que sendo uma informação da marca, conseguimos igualar em trânsito citadino.
A condução é intuitiva e de descomplicada e muito próxima de um puro elétrico. O ecrã com todas as funcionalidades obriga a alguma aprendizagem e treino, mas logo que se entre no uso instintivo, tudo passa a ser fácil. De realçar que a versão GT inclui o i-Connect Advanced com Tom Tom Connected Navigation, a integração com ChatGPT IA e ainda a geolocalização do veículo. É aconselhável a instalação da App MyPeugeot, pois com o smartphone pode conseguir os alertas de manutenção e marcação de serviços, além de saber onde se encontra o carro, e pode fazer o bloqueio remoto e ativar as luzes e a buzina.
A garantia deste veículo estende-se por oito anos ou 160 mil km e o preço de entrada na versão Allure é de 37 mil euros, enquanto a versão GT começa nos 40.865 euros, e a versão mais cara corresponde aos plug-in hybrid com acabamento GT e que tem um preço a superar aos 47 mil euros, com IVA incluído.

