A Ferrari alcançou a meta anual de vendas estipulada para 2026 do seu primeiro modelo totalmente elétrico, o Luce, apenas dois meses após a sua apresentação oficial em Roma, noticiou o Financial Times.
A quota prevista para este ano, fixada em pouco menos de 500 unidades, encontra-se totalmente esgotada, garantindo a absorção de toda a produção inicial antes mesmo do início das entregas aos clientes, agendado para o próximo mês de outubro.
A rápida adesão ao modelo de quatro portas e cinco lugares, cujo preço base se situa nos 550 mil euros, foi impulsionada sobretudo pelo mercado chinês e por clientes do setor tecnológico nos Estados Unidos. Segundo declarações anteriores do presidente executivo da marca, Benedetto Vigna, a carteira de encomendas estende-se já até ao final de 2027, combinando interesse de clientes tradicionais da marca e de novos compradores.
O êxito comercial surge na sequência de um lançamento atribulado no final de maio, marcado por uma reação crítica de entusiastas e investidores devido ao design não convencional do veículo — desenvolvido em parceria com o estúdio LoveFrom, dos ex-designers da Apple Jony Ive e Marc Newson. A polémica em torno do visual e da transição para a mobilidade elétrica chegou a provocar uma descida temporária de cerca de 6% nas ações da empresa na Bolsa de Milão.
A administração da Ferrari sustentou que as linhas do automóvel respondem a rigorosos requisitos aerodinâmicos e adiantou que apresentará um balanço detalhado da receção de mercado do Luce durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre.

