As receitas do grupo Renault no semestre atingiram os 30,3 mil milhões de euros, mais 9,5% em termos homólogos, mas se considerarmos as receitas a taxas de câmbio contante, subiram 10,3%, de acordo com a empresa.
A divisão automóvel e os serviços, via Mobilize Financial Services, fizeram crescer as receitas, com a divisão automóvel a fazer vendas de 26,8 mil milhões de euros, a subir 9,5%, ou 10,3%, caso se utilize taxas de câmbio constantes, e a divisão de serviços com receitas de 3,4 mil milhões de eros, mais 11% em termos homólogos. Refere a gestão da empresa, em nota, que o grupo confirma as previsões para 2026 e está a implementar o Plano FutuReady.
Em detalhes destaca-se a margem operacional de 1,6 mil milhões de euros, o que equivale a 5,2% da receita do grupo, sendo que a margem operacional é divida em valores iguais entre a divisão auto e os serviços. O resultado líquido final do período situou-se nos 700 milhões de euros.
Em termos de desempenho comercial, a Renault indica que na Europa fechou o semestre como n.º 2 em VP e VCL (passageiros e comerciais ligeiros); n.º 2 em automóveis elétricos nas vendas a particulares; e número 2 em HEV (híbrido pleno). A Dacia, outra marca do grupo, ficou entre as 10 marcas de automóveis mais vendidas na Europa; sendo n.º 3 no mercado dos particulares, com destaque para a venda do Sandero. A Alpine, outra marca do grupo, registou aumento de vendas em 69,1% na Europa, em termos homólogos.
A gestão frisou que a quota de vendas dos eletrificados na Europa atingiu 52% das vendas do grupo, mais 8,2 pontos em termos homólogos. Entretanto, as vendas dos puramente elétricos aumentara 47,6%, e constituem 18,8% das vendas do grupo. As vendas dos híbridos representam um terço das vendas do grupo.
Indica ainda a gestão da Renault, em nota, que a carteira de encomendas na Europa está sólida e representa 2,1 meses de vendas futuras. Para o final do ano fiscal do grupo a expetativa é de que a margem operacional se fixe em 5,5% das receitas totais, e consiga um free cash flow na divisão automóvel de cerca de mil milhões de euros. O grupo continua a lançar medidas para mitigar o impacto da crise no Médio Oriente e a reduzir custos.

