O Grande Panda é um dos trunfos elétricos do grupo.

América do Norte dá 'boost' nas contas da Stellantis

Apesar das contas positivas, na chamada Europa alargada (UE a 30) mantiveram-se as receitas e no Médio Oriente e na zona Ásia-Pacífico registou-se uma ligeira quebra.
O Grande Panda é um dos trunfos elétricos do grupo.Stellantis
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Os resultados financeiros do 2.º trimestre do grupo automóvel Stellantis foram impulsionados pelas vendas na América do Norte, onde o grupo franco-italiano cresceu 32%, em termos homólogos; enquanto na América do Sul registou um aumento de receitas de 6%, também em termos homólogos. Em contraste, na chamada Europa alargada (UE a 30) mantiveram-se as receitas; o Médio Oriente e a zona Ásia-Pacífico registaram uma ligeira quebra, segundo nota da Stellantis.

No apuramento global as receitas líquidas ascenderam a 43,5 mil milhões de euros, mais 13% em termos homólogos. O resultado líquido foi da ordem dos 300 milhões de euros, com o resultado operacional ajustado a situar-se nos 800 milhões de euros, com uma margem AOI (rendimento operacional ajustado) de 1,8%, ou seja, mais 120 pontos de base em termos homólogos. Apenas a Europa alargada não registou AOI positivo.

Indica a Stellantis que a liquidez industrial disponível fechou no 2.º trimestre de 2026 nos 44,4 mil milhões de euros, representando 27% das receitas líquidas dos últimos 12 meses e está dentro do intervalo que a gestão havia definidos para este item e que foi de 25% a 30%.

As contas foram apresentadas no âmbito do programa FaSTLAne 2030 e revelam que o impacto negativo líquido das tarifas está estimado entre os mil milhões e 1200 milhões de euros, tendo os custos líquidos com tarifas atingido, no 1.º trimestre, 300 milhões de euros. Indicam ainda as contas que as despesas de capital e de I&D para o ano inteiro estão estimadas entre 6,5% e 7% das receitas líquidas, em linha com o plano de investimento. A administração indica que o melhor resultado esperado acontecerá no 4.º trimestre, tendo em conta que o 3.º trimestre tem paragens de produção de verão.

Por geografias o destaque vai para a América do Note, onde as vendas do 2º trimestre subiram 6% em termos globais, com o aumento de 6% nos EUA, a queda de 1% no Canadá e subida de 17% no México, sendo que, se incluir a marca Leapmotor, distribuída pela Stellantis, o resultado das vendas no México aumentou 19%. De realçar que as vendas do setor automóvel global nos EUA registaram uma descida de 0,3%. Na Europa alargada registaram-se mais 3% de vendas em termos homólogos, tendo sido impulsionadas pela plataforma Smart Car. As vendas na Europa incluíram veículos elétricos a bateria, híbridos e veículos com motor de combustão interna, destacando-se o Fiat Grande Panda ICE. Destaque ainda para as vendas do DS nº 7, do Lancia Gamma e pelo Jeep Compass 4xe.

Embora as receitas tenham crescido na América do Sul, as vendas caíram 2% no 2.º trimestre do ano em termos homólogos, embora o grupo mantenha a liderança nas vendas na região.

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