Sessenta anos de história entre dois modelos da marca alemã (agora parte do grupo multinacional Stellantis)

A história do Opel Rekord que chegou ao Astra

Uma viagem de 60 anos por um dos modelos mais bem sucedidos da marca alemã.
Sessenta anos de história entre dois modelos da marca alemã (agora parte do grupo multinacional Stellantis)Foto: Stellantis
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Escrever a história de sucesso de um ícone automóvel de há 60 anos nem sempre é fácil, mas a Opel com o Rekord C - que vendeu 1,25 milhões de viaturas até ao início dos anos 70 - tornou tudo mais fácil. E deixou um legado que a empresa de Rüsselsheim am Main, na Alemanha, e que hoje está integrada no grupo Stellantis, tem vindo a transmitir ao Astra.

Recuemos a 1963, quando é lançado o Opel Rekord A, um modelo de gama média, a que se seguiu o Rekord B, em 1965, e em 1966 surge o modelo de maior sucesso, o Rekord C, que segundo a marca foi uma “reinvenção” da gama de modelos. Foi redesenhado quase sobre uma folha de papel em branco, com nova carroçaria e características inovadoras. Nesta estreia, a marca alemã apresentou várias variantes, desde a berlina de duas e quatro portas, com versões standard e luxury, ainda uma variante de transporte de mercadorias, e de seguida ainda uma variante coupé fastback.  E houve novidades a nível de motorização, com o lançamento de motores com árvore de cames à cabeça, de quatro e seis cilindros.

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A gama apresentava-se com oito motores, com potências que variavam entre os 58 e os 106cv e com cilindradas de 1,5 e 2,2 litros. Houve anda outras inovações como a introdução na traseira do Rekord de molas helicoidais que substituíram as molas de lâmina, e ainda a inclusão de braços duplos e uma barra Panhard.

A Opel iniciou, desta forma, a introdução em automóveis de passageiros de molas helicoidais no eixo posterior. Paralelamente e para aumentar a segurança foram disponibilizadas barras estabilizadoras de série à frente e opcionais no eixo traseiro. Mas havia mais em termos de inovação, pois todas as versões foram equipadas de série com um sistema de travagem de duplo circuito e um servofreio, o que permitiu uma desaceleração rápida do carro. A nível de conforto os engenheiros introduziam novidades no sistema de aquecimento, o que permitiu que ar novo não aquecido, ou aquecido, e ainda ar com temperatura controlada, fosse introduzido no carro, o que constituía um sistema muito avançado para a época.

Enquanto a versão de mercadorias e da station wagon estavam vocacionadas para o transporte e o trabalho, as outras versões davam importância ao dinamismo. Aliás, o Record Coupé, com perfil desportivo, lançado em 1967 foi o modelo topo de gama, cuja característica dominante era a ausência dos pilares B. Na altura, os aficionados por desportivos criaram um nickname para este Opel Rekord: o automóvel com um design em forma de garrafa de Coca-Cola.

Na sequência deste lançamento, o Rekord aparece com o modelo Sprint e que na altura fazia uma aceleração excecional de 12,5 segundos dos 0 aos 100 km/h. Era o modelo mais rápido e que concorria com a Porsche foi o Rekord Black Widow de 1968, e que correu na competição de turismo do Grupo 5, e teve inspiração no Rekord 1900 S que foi construído pelo designer Anatol Lapine. Como curiosidade, a administração da Opel só sabia da construção deste carro de forma informal, pois o modelo estaria – supostamente – condenado ao fracasso. A verdade é que foi um veículo de grande sucesso nos ralis. Estava equipado com carburadores duplos e tinha uma potência de 180cv, com a transmissão e o chassis otimizados.

O álbum Opel.Gang dos Die Toten Hosen com um Rekord C
O álbum Opel.Gang dos Die Toten Hosen com um Rekord C

Curioso também a associação do Opel Rekord a bandas de punk rock alemãs, com um Rekord C a ser visto na capa de um álbum de 1983 dos Die Toten Hosen. Tendo aparecido a foto do mesmo carro 43 anos depois, em 2026, concretamente no álbum Trink aus!Wir mussen gehen. Esta banda está numa digressão mundial até ao mês de setembro.

E eis o Rekord de volta 43 anos mais tarde num novo álbum da mesma banda.
E eis o Rekord de volta 43 anos mais tarde num novo álbum da mesma banda.

E a ligação ao novo Opel Astra e ao Astra Sports Tourer faz-se pela performance e pelo design emocional. Neste veículo destaca-se a iluminação Intelli-Lux HD adaptativa, ao mesmo tempo que estão a ser alterados os assentos para melhorar o conforto. O Astra Electric tem uma autonomia WLTP de 454km, enquanto o híbrido Plug-in tem uma autonomia aumentada em modo puramente elétrico. O Astra está ainda disponível com uma motorização Diesel, com consumo WLTP de 5,1 l aos 100/km.

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