Qual é a coisa mais importante num carro para um europeu? Ainda é o design. O novo i30 introduz a nova linguagem de design da Hyundai com a assinatura do designer que criou o Audi TT, o VW Eos, o New Beetle e renovou toda a imagem da Kia. Mas além do embrulho, o recheio também é bom.
Longe vai o tempo em que os carros coreanos eram saco de porrada de jornalistas, objeto de desprezo da concorrência e olhados com desconfiança pelos fiéis e conservadores clientes de marcas alemãs e francesas. Os carros coreanos eram baratos e económicos, mas pareciam eletrodomésticos e quase ninguém gostava de andar a guiar uma arca frigorífica com rodas, mesmo que fosse barata e fiável. Com uma estratégia paciente e meticulosa, a Hyundai e a Kia foram crescendo no mercado europeu, impondo-se primeiro pelo preço, depois pela fiabilidade e robustez, e agora, finalmente, pela qualidade geral, design e conteúdo tecnológico (e até pelo preço, mas desta vez ao contrário, porque alguns já não são pechinchas).
Quem ainda desdenha ou desconfia de carros de fabrico coreano vive literalmente no século passado. Aos jornalistas sobra-lhes a Ssangyong para irem afiando a pena e dar uma de Jeremy Clarkson lá da rua.