O motor M10 tinha sido criado pelo antecessor de Rosche e seu mentor quando chegou à BMW, Falkenhausen, atingindo um valor superior a 3.5 milhões de unidades produzidas, sendo integrado nas carroçarias de modelos como o 1500, 1600, 2002, Série 3 e Série 5, entre 1961 e 1985. Mas estavam longe de uma aplicação óbvia nos monolugares de F1. Após algum trabalho de desenvolvimento, os motores rapidamente chegaram a valores em redor dos 600 cv no início da década de 1980, com os testes de 1981 a revelarem 560 cv de potência de base. Ao longo dos anos, contudo, os valores chegaram a números estratosféricos: 1.400 cv em qualificação, na temporada de 1986, o que colocava a dificuldade dos pilotos em circuitos citadinos num patamar muito elevado. Em corrida, por uma questão de fiabilidade, baixava para os 900 cv… Contudo, os valores de potência nunca foram concretamente estabelecidos, já que nem o próprio Rosche tinha uma resposta para essa questão: “Deveriam ter à volta de 1.400 cv, não temos forma de saber ao certo porque o dinamómetro não passava dos 1.280 cv”.
O momento de glória surgiu em 1983, quando Nelson Piquet obteve o título com o Brabham-BMW BT52B com motor turbo, numa era em que a equipa inovava também com a introdução dos reabastecimentos. Após anos de ‘guerra’ nas pistas com a Ferrari, Honda e Renault, entre outras marcas, a BMW acabou por sair da Fórmula 1 em 1987, mesmo que no ano seguinte os seus motores prosseguissem em contenda com a Arrows, então renomeados Megatron.