Se alguém lhe disser que os carros elétricos são todos iguais está a mentir ou é porque ainda não experienciou o Peugeot E-3008 GT, um elétrico com dual motor e 325 cv de potência. A sensação de conduzir um SUV de todos os dias com um binário excecional e que o leva dos 0 aos 100 km/h em apenas seis segundos, é algo que não se esquece.
No início desconfiámos se este GT iria ombrear com a melhor história dos desportivos familiares franceses. Os primeiros quilómetros foram de consumo excessivo e os 497km de autonomia em ciclo WLTP, que eram anunciados, nunca os alcançaríamos. Com o “pé pesado” numa viagem pelo Alentejo dificilmente conseguimos chegar aos 400km de autonomia, mas percebemos que estamos perante um SUV com perfil desportivo, mas que deve ser conduzido com moderação.
O estilo de condução com uma volante cortado e pequeno não agrada a muitos, mas nós somos entusiastas deste desenho que a Peugeot colocou em alguns dos seus veículos, e a condução é ainda mais confortável neste GT quando percebemos que o banco do condutor tem memória e ajusta-se ao último utilizador e as partes laterais do banco também se ajustam ao corpo. Os bancos AGR em pele alcântara têm regulação elétrica e sistema de massagens. E pensamos: só falta o cinto de segurança de três pontos para entrarmos num circuito.
Todo o veículo é bonito, mas o interior é particularmente feliz com o teto panorâmico. A luz de presença interior, o sistema da Peugeot I-cockpit com o duplo ecrã, mas que é acompanhado por alguns botões físicos que ajudam nas opção do condutor. É de realçar o sistema i-Connect Advanced com navegação conectada 3D, o EV Routing, e o i-Toggles virtuais. Também de destacar o pack visão 360 & o Drive Assist Plus. Apenas um ponto negativo e que é relevante. O seletor da caixa de velocidade está colocado numa posição junto do botão start-stop na parte frontal do tabliê e não é nada confortável para manobras em cidade ou manobras de estacionamento. Faria mais sentido estar posicionado na consola central junto do braço do condutor.
O espaço de arrumação interior é vasto, e o conforto dos ocupantes da frente retira algum espaço para as pernas de trás. O formato coupé não influencia o conforto, mas os bancos traseiros são pouco confortáveis para quem os utiliza em viagens longas. Vale a pena investir no estudo para melhor a acessibilidade traseira. Em contraste, a abertura do portão traseiro por o movimento do pé não sendo novidade, é uma boa aposta.
No exterior é claro o “savoir faire” francês. Beleza incrível, tanto nas linhas fluídas de um SUV que acaba em coupé, de um novo desenho de jantes diamantadas de liga leve de 20 polegadas, de faróis Pixel LED, e das garras de leão estilizadas.
A motorização é quase perfeita, sendo que o modelo GT é o mais potente, mas o que tem menor autonomia. A potência máxima situa-se nos 325cv, com um binário máximo de 343Nm à frente e 166Nm na traseira.
A capacidade útil da bateria é de 75kWh, com autonomia de 497km, e com consumo elétrico combinado oficial de 14,7kWh/100km, embora na nossa experiência o consumo chegasse aos 16kWh/100km.
A velocidade máxima anunciada é de 180km/h, mas não fizemos a experiência, e o PVP recomendado é de 59.182 euros, com IVA incluído, e com oito anos de garantia Peugeot Care. O contrato de renting com a locadora Leasys por 48 meses e 40 mil km, envolve 415 euros/mensais, mais IVA.

