Neste AMG GT tudo é grande. O veículo tem três motores de fluxo axial e uma bateria de 800 volts, inspirada na Fórmula 1 e com células cilíndricas arrefecidas diretamente. O resultado é uma entrega de potência rápida e com uns impressionantes 530 kW de potência continua, segundo nota da marca.
O carregamento pode ser feito num “super charger” de/até 710 kWh o que significa recuperar 450 km em 10 minutos, possivelmente mais rápido do que encher um depósito de um carro a combustão. Não sabemos é o preço desta energia quando chegar esta potência de carregamento a Portugal. De qualquer forma, o proprietário desta “bomba” não estará a fazer contas ao custo da energia.
Essencialmente, um SUV significa uma posição de condução desportiva, com um centro de gravidade baixo, a que não falta uma suspensão tipo Gran Turismo, que integra a estabilização dos movimentos de inclinação longitudinal e lateral da carroçaria. Temos ainda uma aerodinâmica inteligente com o spoiler do tejadilho ativo e um sistema de controlo ativo de fluxo de ar. A marca realça que este SUV tem a mesma solução do modelo apresentado recentemente com o AMG GT Coupé 4 portas, com três motores de fluxo axial.
A Mercedes apresenta três versões deste modelo, o 63 SUV, o 55 SUV e o 53 SUV. Esta última versão estará disponível no final de outubro e as duas restantes apenas chegarão ao mercado na primavera de 2027.
Claro que os consumos não são comparáveis a outros veículos 100% elétricos, pois facilmente atinge os 23,8 kWh/100 km, com a versão topo de gama a conseguir uma potência máxima de 1169 CV. Este Mercedes AMG GT SUV tem duas versões de bateria, a unidade de 106 kWh, permite uma potência de carregamento em corrente contínua de/até 600 kW, permitindo recuperar 380 km em 10 minutos; enquanto a bateria de 128 kWh permite carregar em CC de 710 kW e recuperar 450 km nos mesmos 10 minutos.
Som de um V8
Sendo elétrico, o barulho do motor não existe, mas a marca alemã quis intensificar a experiência de condução e, por isso, fez a reprodução da sonoridade de um motor V8 AMG, ou, em alternativa, de um motor de seis cilindros AMG, assim como a simulação das passagens de caixa, os dispositivos de vibração nos bancos, a par de um grafismo específico no painel de instrumentos.
O veículo pode ainda ser configurado às preferências de cada condutor, ao poder regular a resposta do veículo em dinâmica em curva e a patinagem das rodas. Também o spoiler traseiro Aerokinetics reage instantaneamente a velocidades a partir dos 150 km/h e gera efeitos aerodinâmicos direcionados, melhorando a tração e a estabilidade.
Propulsão
A propulsão é diferente, quer se trate da versão de entrada e das duas versões mais completas. Estas últimas, que o 63 e o 55, têm motores integrados numa unidade de propulsão elétrica de altar performance, o HP.EDU, em cada eixo. Os motores e as engrenagens são arrefecidos a óleo, sendo que a unidade de controlo da bomba necessária para este circuito está integrada e de forma compacta. Por seu lado, a versão de entrada tem dois potentes motores síncronos em ambos os eixos, sendo que o motor síncrono dianteiro também funciona como propulsor auxiliar, permitindo potência de tração adicionais, sempre que necessário.
A bateria de alta tensão AMH High Performance, uma tensão de 800 V e células cilíndricas com arrefecimento direto, é a base tecnológica para a autonomia da ordem dos 700 km.
A estrutura da carroçaria combina alumínio, aço e materiais compósitos reforçados com fibras, permitindo um peso baixo. A instalação da bateria é feita na zona central da estrutura do veículo e protegida por uma caixa de segurança, e que em caso de colisão absorve parte das forças geradas pelo impacto. A nível de travões, a versão de entrada tem travões de aço em ambos os eixos, enquanto o GT 55 SUV tem como opção um sistema de travões compósitos de fibra de carbono e cerâmica em ambos os eixos, e a versão topo de gama tem, de série, travões compósitos de fibra de carbono e cerâmica.
Em termos de design os destaques vão para a dianteira elevada, uma distância entre eixos longa e uma linha de tejadilho baixa e desportiva e que vai descendo progressivamente até ao spoiler traseiro. A aparência global é atlética e desportiva, com vidros laterias sem moldura no estilo GT, a par de jantes de grandes dimensões.

