A Fórmula 1 prepara-se para aumentar o número de corridas Sprint a partir da temporada de 2027, superando as atuais seis provas no calendário, revelou o presidente-executivo da modalidade, Stefano Domenicali, em declarações à imprensa esta quinta-feira (6 de agosto), citadas pela Reuters. No entanto, o responsável garantiu que o formato não será alargado a todas as etapas, de forma a preservar o valor e a exclusividade do evento.
Embora o calendário oficial para 2027 ainda não tenha sido publicado — num contexto marcado pela incerteza na região do Médio Oriente —, a expetativa da direção da F1 é realizar 24 Grandes Prémios em 2027, após uma temporada de 2026 previsivelmente composta por 23 rondas.
Durante a apresentação dos resultados financeiros da Liberty Media relativos ao segundo trimestre de 2026, Domenicali sublinhou a eficácia do formato Sprint na atração de público aos circuitos logo a partir de sexta-feira.
Mais detalhes obre o número exato de corridas Sprint para a nova temporada deverão ser anunciados em breve.
A abordagem cautelosa de Domenicali contrasta com posições mais radicais dentro do paddock. Em declarações à publicação The Race, Flavio Briatore, chefe da equipa Alpine, defendeu recentemente a realização de corridas Sprint em todas as etapas do campeonato, argumentando que as sessões de treinos livres de sexta-feira oferecem pouco valor de entretenimento para os adeptos nas bancadas.
Atualmente, nos fins de semana com formato Sprint, a qualificação tradicional passa para a tarde de sexta-feira, dando lugar no sábado de manhã à corrida mais curta (que atribui oito pontos ao vencedor). O Grande Prémio principal mantém-se inalterado, ao domingo.
Paralelamente ao debate sobre o formato de corrida, a Fórmula 1 reportou uma queda de 38% nas receitas do segundo trimestre de 2026 (encerrado no final de junho), fixando-se nos 764 milhões de dólares (cerca de 700 milhões de euros).
O decréscimo é justificado pela realização de menos quatro Grandes Prémios no período em comparação com o ano anterior.
No plano das audiências, o balanço é positivo no mercado norte-americano. Sem divulgar valores absolutos, Domenicali indicou que a parceria de transmissão estabelecida nos Estados Unidos com a Apple impulsionou um crescimento de 13% no número total de espetadores e de horas de visualização.