O novo Polestar 4 SUV já está no mercado, mas o mais curioso é que o modelo coupé serviu de referência e a carroçaria está praticamente inalterada em termos de geometria de design. A versão SUV do Polestar 4 nasce com o desenvolvimento de apenas 48 novos componentes específicos, segundo a marca.
Os destaques do novo modelo estão na capacidade da bagageira, que depois de rebatida consegue oferecer 1665 litros, a par da autonomia, que se situa nos 630km, bem como na inclusão do sistema V2L, que permite ser fonte de energia para pequenos equipamentos, enquanto a plataforma Google Gemini passou a incluir uma assistência de IA conversacional. O PVP recomendado, para a versão de entrada, é de 55.600 euros.
Vamos aos pormenores, sabendo nós que o Polestar 4 SUV tem como base o design exterior do Polestar 4 coupé. A marca sueca quis salientar na dianteira os faróis em lâmina dupla e o logo iluminado, algo que não é inédito. Em contraste, a traseira foi redesenhada, com o portão da bagageira mais vertical, tendo a linha de tejadilho de subir, sendo que temos os tais 48 novos componentes para concluir a nova versão.
O interior é minimalista, tal como o conhecíamos no coupé, sendo que a inspiração é o sistema solar, podendo os ocupantes selecionar vários temas cósmicos. A experiência digital radica na facilidade de utilização e com mais atalhos em formato widget no ecrã principal. De destacar o som Harman Kardon que é o melhor na nossa perspetiva, e que equipa o SUV com 12 altifalantes, acompanhado de um amplificador híbrido de canais de 1400 watts. Há possibilidade de escolha de um retrovisor digital e que é opcional. O tejadilho panorâmico dá a sensação de amplitude, sendo que há a opção de um tejadilho electrocrómico, e que é exclusivo da versão SUV. Entre as suas funções está a redução do encadeamento através de uma camada de vidro laminado com escurecimento elétrico.
O Polestar 4 SUV está disponível em duas versões, a Dual Motor com tração integral que debita o equivalente a 544 cv de potência e 686Nm de binário e consegue acelerar dos 0 aos 100km/h em 3,9 segundos, com 600km de autonomia WLTP. Ou a variante Rear Motor com tração traseira, 272cv de potência e 343Nm de binário, e uma autonomia WLTP de 630km, conseguindo acelerar dos 0 aos 100km/h em 7,3 segundos. Qualquer um dos modelos vem equipado de série com uma bateria de 100kWh, que suporta carregamentos em DC até 200kW e carregamentos AC até 22kW. O chassis é o mesmo da versão coupé, sendo que há uma diferença importante para os veículos equipados com o Pack Performance, já que nestes casos o chassis foi sujeito a uma afinação semelhante à dos chassis passivo e inclui amortecedores ativos ZF recalibrados, travões Brembo com pinças, e jantes de 22 polegadas equipadas com pneus Pirelli P Zero. O PVP da versão com o Pack Performence começa nos 67.400 euros. As primeiras entregas destes veículos serão feitas no último trimestre deste ano.
Nos primeiros nove meses de 2026 a Polestar vendeu 44.790 veículos em todo o mundo, tendo o terceiro trimestre do ano sido o melhor de sempre, segundo fonte oficial. Ainda assim, o crescimento foi de apenas 1% em termos homólogos.
O próprio CEO da Polestar, Michael Lohscheller, qualificou o mercado “como cada vez mais desafiante”.
Em Portugal, a Polestar registou 165 matriculas no terceiro trimestre do ano, mais 15% em termos homólogos, e nos primeiros nove meses de 2026 registou 498 matrículas, um crescimento de 19% em face ao período homólogo. A marca salienta que só em setembro passou a oferecer dois novos veículos, o Polestar 5 e o Polestar 4 SUV.