A nova geração mantém a filosofia 'Jinba Ittai -- a ligação entre o automóvel e o condutor. Mazda
Motor

Cavalo e cavaleiro são um só corpo no Mazda CX-5?

Experimentámos o novo CX-5 de 2,5 litros e 141cv de potência que honra a linguagem de design Kodo.

Vítor Norinha

Os japoneses da Mazda lançaram a terceira geração do Mazda CX-5. São 14 anos de sucessos ininterruptos, com vendas mundiais de mais de cinco milhões de unidades das duas gerações anteriores, e com Portugal a registar mais de três mil unidades vendidas.

Experimentámos o novo CX-5 de 2,5 litros e 141cv de potência que honra a linguagem de design Kodo, as opções tecnológicas das motorizações e-Skyactiv G e, sobretudo, o respeito pela filosofia Jinba Ittai, numa clara ligação entre o cavalo e o cavaleiro -- que se adapta à indústria automotiva: uma ligação entre o automóvel e o condutor.

Se o Mazda CX-5, nas gerações anteriores, era um SUV que se impunha na facilidade de condução, de reação perante obstáculos e de conforto, com a suspensão perfeitamente afinada, a terceira geração aposta – como não podia deixar de ser – em mais tecnologia, sobretudo ligada à informação e ao infoentretenimento.

A novidade foi a integração de série do sistema Google, sendo que o veículo vem com o Google Assistant e posteriormente terá o assistente de IA da plataforma, o Google Gemini. Este poderá vir instalado com a entrega do automóvel ou só após a atualização do software.

O motor a gasolina e-Skyactiv G de 2,5 litros com tecnologia Mazda M Hybrid, tem uma potência de 141cv, ligeiramente abaixo das potências apresentadas na geração anterior.

O utilizador do CX-5 tem à disposição uma navegação conectada através do Google Maps, interação por voz e aplicações através do Google Play. Adverte a marca que estas funcionalidades estarão disponíveis por um período experimental, findo o qual haverá que a ligar ao pagamento de uma taxa de subscrição.

Para que as aplicações funcionem é necessário um dispositivo smartphone com sistema operativo iOS ou Android compatível e um cartão SIM com pacote de dados e um operador de serviços móveis.

Este interface homem-máquina (HMI) com a Google integrada é ainda acompanhada de novos sistemas de ajudas à condução, incluindo travagem automática perante obstáculos ou manutenção na faixa de rodagem, e um monitor de visão de 360 graus, incluindo a visão do piso.

No interior temos um ecrã tátil central e um painel de instrumentos digitais de 10,25 polegadas, sendo que as funções essenciais continuam a ser controladas por botões no volante ou comandos pelo som da voz.

O motor a gasolina e-Skyactiv G de 2,5 litros com tecnologia Mazda M Hybrid, tem uma potência de 141cv, ligeiramente abaixo das potências apresentadas na geração anterior, e um consumo médio de 7,0l/100km, subindo para 7,5l/100km no caso da versão com tração total.

A condução é silenciosa, boa insonorização com o desenho aerodinâmico a ajudar. De realçar a habitabilidade, com mais espaço para as pernas, enquanto os quatro níveis de equipamento respondem às necessidades de todo o tipo de consumidores.

A Mazda acredita que os futuros proprietários optarão pelo acabamento Exclusive-line, ou pelo acabamento de nível superior, o Homura.

O PVP recomendado começa nos 48.969 euros e chega a 52.469 euros, com IVA incluído.