A questão que se colocava ao construtor automóvel Polestar e à Universidade de Oxford era saber, e perceber, como medir a experiência humana da performance. Foi projetado um estudo-piloto com telemetria, dados fisiológicos, rastreio ocular, avaliações psicológicas e entrevistas. O resultado desta pesquisa teria de dar informações sobre aquilo que o automóvel faz e a forma como o condutor reage. O teste foi feito com dois modelos da Polestar 4, um Dual Motor e outro Single motor.
Sugere o estudo, segundo nota oficial, que “a sensação de manter o controlo, enquanto se exploram os próprios limites ao volante amplifica o prazer da condução, tendo vários participantes comparado a experiência a uma montanha-russa controlada”.
E por que surge este estudo? Diz a Polestar que a performance tem sido medida em potência, aceleração, forças G em curva e tempos por volta, mas ainda não se sabe o que o desempenho faz sentir ao ser humano ao volante. E daí surgir este estudo-piloto que resulta de uma parceria entre a Polestar e o SDG Impact Lab da Universidade de Oxford. De entre as observações destaca-se o facto de, durante a condução dinâmica, os participantes terem pestanejado menos, as pupilas dilatarem-se mais e o olhar fixo se manter durante mais tempo.
Por outro lado, a telemetria do veículo permitiu a análise da resposta humana em simultâneo com aquilo que o automóvel estava a fazer. A forma como a performance se concretiza entre veículos é diferente, até porque os carros usados na experiência tinham potências muito diferentes, de 544 cv e 268 cv, tendo o veículo de maior potência exigido menos esforço de direção em pista. Claro que também ocorrem maiores forças laterais em curva e mais eventos de aceleração forte.
O veículo de maior potência registou uma pontuação superior na qualidade global da experiência.
No final, a conclusão foi de que a perceção de performance vai além da intensidade física, porque há outros fatores relevantes nessa perceção, como a resposta fisiológica, a confiança no automóvel, a sensação e controlo e o envolvimento na condução. E, claro, o veículo com mais potência foi o preferido em termos de emoção, confiança e controlo, o que significa que “a engenharia do automóvel está ligada à experiência de quem conduz.”