Verstappen corta a reta da meta.

Sprint. Verstappen reina no caos molhado de Marina Bay com pódio duplo da Ferrari e desastre na McLaren

Neerlandês da Red Bull venceu corrida curta marcada por despiste de Russell e choque fratricida entre Norris e Piastri na última volta.
Verstappen corta a reta da meta.EPA/NG HAN GUAN
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Max Verstappen conquistou a vitória na corrida sprint do Grande Prémio de Singapura, num traçado de Marina Bay ensopado e implacável que castigou erros sem contemplações. Sob iluminação artificial e um asfalto cuja secagem teimava em não chegar, o piloto da Red Bull soube navegar o caos inicial para garantir os oito pontos do primeiro lugar, cortando a meta com uma vantagem controlada de 4,218 segundos sobre a concorrência e liderando um pódio partilhado com os dois Ferrari de Lewis Hamilton e Charles Leclerc.

O arranque da prova foi antecedido por atrasos decorrentes da forte chuvada que inundou o circuito citadino, forçando os pilotos a uma cautela extrema. George Russell, que partia da primeira fila ao lado de Verstappen, ainda surpreendeu nas primeiras curvas ao saltar para o comando, mas a ousadia do britânico durou poucos quilómetros: um despiste violento contra as barreiras de proteção destruiu a frente do Mercedes e forçou a entrada imediata do Safety Car.

Com o pelotão neutralizado e o piso a pregar partidas que deixaram um rasto de toques no meio da greha — afetando nomes como Lance Stroll, Franco Colapinto e Sergio Pérez —, Verstappen assumiu o controlo das operações assim que a pista ficou limpa. A partir daí, o tetracampeão geriu a distância com a frieza habitual.

Logo após sair do monolugar no parque fechado, o neerlandês descreveu a dureza da tarefa: "Arrancar nestas condições em Singapura é incrivelmente traiçoeiro. Qualquer aproximação às zonas de travagem com o piso molhado pode colocar-te imediatamente no muro, por isso a concentração teve de ser total do primeiro ao último metro. O carro esteve muito equilibrado e somar estes oito pontos antes da qualificação dá-nos uma excelente base de trabalho."

Atrás da Red Bull, a Scuderia Ferrari teve uma corrida altamente rentável. Lewis Hamilton assinou uma exibição sem falhas para cruzar a meta no segundo posto, a pouco mais de quatro segundos do vencedor, destacando a evolução do carro em condições mistas: "Estou genuinamente satisfeito com o ritmo que conseguimos impor. Depois das dificuldades que tivemos com a aderência traseira nas sessões anteriores, ver os dois carros de Maranello no pódio é um resultado fantástico para toda a equipa e prova que estamos a dar passos na direção certa."

Já Charles Leclerc teve de resistir a uma enorme pressão para segurar o terceiro degrau do pódio, terminando a 6,845 segundos de Verstappen e a meros 2,6 segundos do colega de equipa. O monegasco reconheceu o desgaste extremo dos pneus nas voltas decisivas: "Foi uma verdadeira batalha de sobrevivência no final. À medida que a trajetória começava a secar, gerir os pneus tornou-se um quebra-cabeças e tive de defender a posição com tudo o que tinha. Foi duro, mas estes pontos são muito valiosos para o campeonato de construtores."

O momento de maior tensão da prova surgiu na derradeira volta, num confronto caseiro que fez estremecer a garagem da McLaren. Lando Norris e Oscar Piastri rodavam colados no encalço de Leclerc, prontos para capitalizar um quarto e quinto lugares folgados, até que a aproximação à Curva 4 descambou em catástrofe. Numa tentativa arriscada de ultrapassagem por dentro, Norris tocou no monolugar do companheiro de equipa: Piastri sofreu danos terminais imediatos e ficou imobilizado à saída da curva, enquanto o britânico conseguiu arrastar o carro danificado até à meta, terminando num amargo sexto lugar, a distantes 18,340 segundos da liderança.

O incidente interno da McLaren abriu caminho para o jovem Andrea Kimi Antonelli herdar a quarta posição com o único Mercedes sobrevivente, a 9,112 segundos de Verstappen, seguido de perto por Liam Lawson, que levou a Racing Bulls ao quinto lugar com uma desvantagem de 14,550 segundos. Nas restantes posições pontuáveis, Oliver Bearman concluiu em sétimo a 22,415 segundos da frente com o Haas, fechando uma corrida sprint de nervos à flor da pele que promete deixar marcas no ambiente do paddock antes do arranque da sessão de qualificação principal.

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