Não é fácil a diferenciação entre elétricos dentro do mesmo segmento, mas a Hyundai com o IONIC 3 parece ter um argumento de peso: o preço de entrada está fixado nos 33.500 euros, o que significa que o custo por km de autonomia oficialmente anunciado, é da ordem dos 77 euros, o que bate a concorrência direta.
A Hyundai quis completar a oferta de automóveis de passageiros com o lançamento do IONIC 3, uma berlina entre o segmento B e C, que é apresentada com baterias de 42,2 kWh e 61 kWh, com uma autonomia, no “long range”, entre um pouco menos de 500 km e/até 687 km em circuito urbano, e com a metodologia WLTP.
O IONIC 3 tem algumas especificidades, sendo que o teste que fizemos aconteceu no desportivo, o N Line, mas as versões Trend (versão de entrada) e a Select revelam capacidades muito semelhantes. Um volante pequeno, excelente adaptação à estrada, grande ajuda da suspensão, e capacidade de reação típica de um elétrico.
A arquitetura de elétrico de 400 volts e tração dianteira permite, na versão de entrada de 42,2 kWh, com 147 cv de potência, uma autonomia oficial de 344 km, o que significa que é uma viatura essencialmente para cidade. A viatura “long range” e bateria de 61 kWh consegue 497 km ou 797 km em circuito urbano. Em ambos os casos e em carregador rápido a recuperação da bateria aos 80% é feita em cerca de 30 minutos, e a marca salienta o seu Sistema de Regeneração Inteligente que adota a recuperação da energia às condições de circulação.
Um outro trunfo nesta apresentação do Hyundai IONIC 3 é o sistema de infoentretenimento Pleos Connect, baseado no Android Automotive OS, com assistente de voz Gleo AI. A Hyundai fala numa nova experiência digital, que disponibiliza navegação conectada, planeamento de rotas para veículos elétricos, aplicações integradas e atualizações remotas de software.
Por seu lado, o assistente Gleo AI permite interagir com determinadas funções através de comando de voz em linguagem natural. O conjunto de sistemas de assistência à condução inclui estacionamento, o cruise control inteligente com base na navegação, para além da assistência remota de estacionamento.
O interior é espaçoso, sendo de realçar a altura nos bancos traseiros. Um destaque ainda para a bagageira, excecionalmente grande e com capacidade de transporte de uma mala de porão, para além de malas mais pequenas. No exterior o realce está nas superfícies vincadas e numa assinatura pixel que, por curiosidade, em código Morse significa o H, exatamente a inicial da marca.
Os preços começam nos 33.500 euros para a versão de entrada e chegam aos 41.900 euros para a versão com perfil desportivo, a N Line. A garantia é de sete anos sem limite de quilómetros. Para compras até final de novembro a marca oferece wallbox e respetiva instalação. A versão de entrada, a Trend, permite uma renda mensal de 279 euros.

