Nivelados no número de vitórias, as contas finais distinguiram-nos nos pódios alcançados (8-7, a favor do australiano, embora Verstappen tenha igualmente terminado no segundo posto por quatro vezes, as mesmas que Ricciardo) e no número de provas concluídas. Se eliminarmos as três desistências de Verstappen nos Grandes Prémios da Rússia, Mónaco e EUA, verificamos que tanto um como o outro apenas por uma vez não terminaram nos pontos, e também aqui há um empate, já que o fizeram na 11ª posição (Ricciardo na Rússia e Verstappen na Bélgica). Essas desistências representam 33 pontos a favor do piloto australiano (nem de propósito, o número de Verstappen), o que somados aos 212 com que Verstappen concluiu a época, fariam com que terminasse o ano com 245 – ainda assim insuficientes para superar os 256 obtidos pelo colega de equipa.
Tal como o triunfo de Verstappen em Espanha, em grande parte ‘herdado’ pela colisão entre os dois pilotos da Mercedes na primeira volta da corrida que teve lugar na Catalunha (embora seja preciso reafirmar que o holandês se qualificou em terceiro, à frente dos Ferrari, e que por isso estava na melhor posição possível, por mérito próprio, para aproveitar um azar, como viria a suceder), também a vitória de Ricciardo na Malásia se deveu à ‘explosão’ do motor do W07 de Lewis Hamilton, num momento em que este liderava a prova. Dois triunfos fortuitos, é certo, mas em ambos os casos a Red Bull provou ser o melhor dos ‘outros’, ao contrário da Ferrari, que contou com muitas dificuldades, não só ao nível das situações de corrida que a fizeram perder muitos pontos (o azar de Vettel em Sochi é um bom exemplo), mas também com o próprio carro. Interromper o desenvolvimento do mesmo para se concentrar no monolugar de 2017 também não beneficiou os intentos da equipa. Para recordar fica também a luta travada entre Max Verstappen e os seus dois pilotos, ressaltando a luta de Max com Kimi Räikkonen (e que lhe valeu a alcunha de ‘Mad Max’), e ainda o episódio no Grande Prémio do México entre o #33 e Sebastian Vettel. A exibição de Verstappen no GP do Brasil consagrou-o em definitivo como um dos mais sérios candidatos a futuro campeão da Fórmula 1, e o mesmo pode ser dito acerca de Daniel Ricicardo, que voltou a demonstrar uma enorme maturidade em corrida, aliada a boa velocidade e excelentes competências na hora de efetuar uma ultrapassagem. Talvez por isso Fernando Alonso o tenha considerado como o melhor piloto da atual Fórmula 1. Nas contas finais relativas aos construtores, a Red Bull terminou o ano com 468 pontos, muito distante dos imbatíveis 765 da Mercedes, mas confortavelmente à frente dos 398 da Ferrari.